Corria o ano de 1912. A República tinha sido recentemente implantada e procurava legitimar o seu assalto ao poder através de uma historiografia própria, ainda que incipiente. Borges Grainha, que desde 1886 tinha interrompido uma carreira eclesiástica na Companhia de Jesus, procurava agora, junto com os seus colegas republicanos, dar razão a um odiado Afonso Costa e a uma legislação que não só pecava por injusta, como por inteiramente inadequada à realidade nacional. De França tinham vindo a popularização da maçonaria, as iniciações em massa, a corrupção; o ateísmo e o anti-clericalismo maçónico, e uma nova e aberrante Constituição.
Havia que distorcer o passado recente para além dos limites do possível. Inventar História, a pretexto da sua escrita. Historia-se então a Maçonaria, cuja discrição ou secretismo se prestavam à manipulação dos factos, à invenção. Cria-se um inimigo a abater em São Miguel da Ala. Demonizam-se os Jesuítas. Justifica-se, ainda que indirectamente, o Regicídio. E chama-se a tudo história: História da Maçonaria, escrita e em grande parte criada pela pena de Borges Grainha.
Nem de propósito, corria o ano de 2012. Uma terceira versão da República havia sido implantada havia mais de 38 anos - Uma data que acompanhava de perto o regresso da Maçonaria aos cargos públicos, a sua popularização, e uma nova, e desta vez ainda mais avassaladora vaga de corrupção. Agora a política não é ditada apenas pela França, mas junta-se-lhe uma Alemanha impiedosamente capitalista na condução dos destinos portugueses. Fabricam uma dívida. Não nos mandam combater um inimigo que não é nosso, mas querem-nos submeter à condição de mão-de-obra barata...
Novamente há que recordar a História, a mais antiga e a mais recente, ambas submergidas por camadas historiográficas de apoio ao regime, ou de conformismo cobarde. Não se podendo fazer verdadeira História, faz-se ficção. Mas uma ficção que mantendo a essência dos acontecimentos, dos processos, e de alguns factos, não deixa de ser História. E surgem “Os Novos Rolos”, os quais, atestando o bom-humor de quem conduz os destinos da humanidade, vão precisamente ser colocados, pelos livreiros da “Sá da Costa”, ao lado das impiedades de Borges Grainha... Como se cem anos depois, este ciclo tivesse o seu fim.
Que assim seja.
Havia que distorcer o passado recente para além dos limites do possível. Inventar História, a pretexto da sua escrita. Historia-se então a Maçonaria, cuja discrição ou secretismo se prestavam à manipulação dos factos, à invenção. Cria-se um inimigo a abater em São Miguel da Ala. Demonizam-se os Jesuítas. Justifica-se, ainda que indirectamente, o Regicídio. E chama-se a tudo história: História da Maçonaria, escrita e em grande parte criada pela pena de Borges Grainha.
Nem de propósito, corria o ano de 2012. Uma terceira versão da República havia sido implantada havia mais de 38 anos - Uma data que acompanhava de perto o regresso da Maçonaria aos cargos públicos, a sua popularização, e uma nova, e desta vez ainda mais avassaladora vaga de corrupção. Agora a política não é ditada apenas pela França, mas junta-se-lhe uma Alemanha impiedosamente capitalista na condução dos destinos portugueses. Fabricam uma dívida. Não nos mandam combater um inimigo que não é nosso, mas querem-nos submeter à condição de mão-de-obra barata...
Novamente há que recordar a História, a mais antiga e a mais recente, ambas submergidas por camadas historiográficas de apoio ao regime, ou de conformismo cobarde. Não se podendo fazer verdadeira História, faz-se ficção. Mas uma ficção que mantendo a essência dos acontecimentos, dos processos, e de alguns factos, não deixa de ser História. E surgem “Os Novos Rolos”, os quais, atestando o bom-humor de quem conduz os destinos da humanidade, vão precisamente ser colocados, pelos livreiros da “Sá da Costa”, ao lado das impiedades de Borges Grainha... Como se cem anos depois, este ciclo tivesse o seu fim.
Que assim seja.

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