- Ah, é verdade, o areópago!
Sentia-me já livre para o almoço, mas fui desta maneira acordado para a realidade. Sujeitei-me.
- Vamos. É aqui mesmo em frente.
Tentámos ler a placa, mas várias letras de bronze tinham sido roubadas. Recordei algumas passagens dos Actos dos Apóstolos. Procurei fazer com que todos imaginássemos a discurso de Paulo, o seu contexto e o impacto que teve. Perguntei se algum deles conhecia o Almeida Garrett, a propósito do poema Ignoto Deo. Desisti imediatamente para que ninguém se sentisse mal, ou me achasse demasiado esquisito. Um dos miúdos da comitiva salvou-me do silêncio ao insistir:
- Temos de ir lá acima!
- Vamos, mas cuidado. A rocha é muito escorregadia.
Em fila indiana subimos os pequenos degraus talhados na rocha calcária. De repente, uma das chinesas que ia à minha frente desequilibrou-se. Estendi-lhe a mão, mas não consegui evitar a sua queda, e acabei arrastado para o chão. A chinesa levantou-se e agradeceu a tentativa de ajuda. Eu tentei-me levantar, mas não consegui. Dois do meu grupo ajudaram-me a descer. Cheguei cá em baixo com um tornozelo inchado, e o meu orgulho ferido.


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